quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Parte do Mario :D

Alécio de Andrade nasceu no Rio de Janeiro em 1938. Após se formar em Direito em 1961, passa a publicar poemas e se dedicar à fotografia. Sua primeira exposição individual, Intinerário da Infância, aconteceu em 1964 à convite do Ministério da Educação e Cultura, e foi apresentada no Brasil e Europa. Torna-se membro associado da agência Magnum entre 1970 e 1976. Em 1981 recebe o prêmio de excelência de fotografia pela edição alemã de Paris, ou la vocation de l’image (Paris, ou a vocação da imagem), ensaio de Julio Cotázar com imagens de sua autoria.Em 1992, recebe bolsa da fundação Crédit Lyonnais para a realização de um livro de fotografias sobre o Museu do Louvre. Foi colaborador regular de revistas na França, Itália, EUA e Brasil. Era amigo de personalidades como Bresson e Drummond, este último tendo até lhe dedicado um poema. Alécio morreu em Paris, no dia 06 de agosto de 2003.

José de Medeiros é um dos mais importantes fotógrafos brasileiros. É considerado por muitos como o pai do fotojornalismo nacional.Medeiros nasceu em Teresina e foi lá que começou a fotografar. Em 1939, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a colaborar com as revistas Tabu e Rio, sendo chamado, depois, pelo fotógrafo Jean Manzon para integrar a equipe de O Cruzeiro.Trabalhou durante 15 anos na revista que tinha grande destaque nacional o que significava status para os seus profissionais, a maioria estrangeiros.Em 1957, lançou o livro Candomblé, primeiro registro fotográfico da religião no Brasil. Em 1962 fundou, junto à Flávio Damm e Yedo Mendonça, a Agência Image. Medeiros também se envolveu com cinema, sendo diretor fotográfico de filmes importantes do cinema brasileiro como “Xica da Silva” e “Memórias do cárcere” .

Ademar Bezerra de Albuquerque (Fortaleza, 18 de julho de 1892 - Rio de Janeiro, 16 de julho de 1975) foi bancário, fotógrafo e artista. Fundou a ABAFILM em 1934, empresa fotográfica que registra desde sua fundação os principais eventos e manifestações da cultura e cotidiano do povo do Ceará e Nordeste.Já jovem tinha interesse pela arte da imagem e aos 18 anos já tinha o próprio laboratório fotográfico.Trabalhou por 40 anos no London Bank em Fortaleza.Ademar Bezerra de Albuquerque entrou para a história com o empréstimo e orientação do uso do material fotográfico para o secretário do Padre Cícero, “turco” (sírio/libanês) Benjamin Abrahão Botto. Este trabalho conjunto resultou no registro fotográfico e cinematográfico do cangaço, precisamente de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva) e seu bando.

Ademar Manarini (Campinas, 5 de abril de 1920 — São Paulo, 12 de abril de 1989) foi um empresário, orquidófilo e fotógrafo brasileiro.Fotógrafo autodidata premiado, Manarini foi também fundador de duas empresas que, em suas origens, estavam envolvidas com material para cultivo de orquídeas. A primeira, Equipesca, fundada em 1960, situada na cidade de Campinas, em São Paulo, continua suas atividades em 2009. A outra foi fundada em 1970, o laboratório Equilab, que não mais existe, foi pioneira no desenvolvimento de cultura de orquídeas por micro-propagação no Brasil.Em 1985, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo organizou uma retrospectiva sobre seu trabalho fotográfico: Manarini, 35 anos de fotografia.

Geraldo de Barros iniciou sua carreira dedicando-se à pintura de figura e paisagens, mas tornou-se conhecido ao estabelecer vínculos com a arte experimental. Foi um dos pioneiros da fotografia abstrata e do modernismo no Brasil, além de ser considerado um dos mais importantes artistas do movimento concretista brasileiro. As imagens de Geraldo de Barros se formam a partir da desconstrução, onde o efêmero, o fragmento, o tempo, o descontínuo, e a ação estão presentes. A partir da reordenação de elementos, o artista cria uma nova composição. Em seus trabalhos, estão sempre presentes as questões sociais e urbanas, além da inquietude diante da relação entre a arte e a sociedade.Foi fundador e membro de grandes e importantes movimentos e associações artísticas como o Grupo 151 , a Galeria Rex, o Grupo Ruptura, o grupo FormInform, a cooperativa de produção de móveis Unilabor, e a indústria de móveis Hobjeto.Coerente em sua trajetória, seus trabalhos estão conectados ao contexto histórico, político e artístico do período em que foram desenvolvidos. Foi da geometria à arte pop, voltando à geometria, mas sempre ligado ao desenho industrial e a fotografia. Ao entrar em contato com a fotografia se apaixona, seu olhar se aguça, passa a criar interferências, recriar a imagem. Sofrendo influências do movimento construtivista e da arte concreta, muda sua visão de representação da realidade e lhe aplica novas regras. Suas foto formas representam uma nova era no processo de fotografia no Brasil, dá a ela novas possibilidades, onde esta deixa o campo da mera representação e passa a ser considerada uma nova linguagem artística. Explora ao máximo todas as possibilidades de manipulação do negativo. A fotografia lhe permitia a possibilidade do erro, e para Geraldo era importante errar.Geraldo abandonou a fotografia por alguns anos e dedicou-se a outras artes e ao design. Em 1996, após ter sofrido diversas isquemias cerebrais e com suas funções motoras totalmente debilitadas, retoma seu processo fotográfico e com a ajuda de sua assistente, a fotógrafa Ana Moraes, realiza sua última produção: Sobras.

David Drew Zingg foi um fotógrafo americano bastante conhecido no cenário cultural brasileiro entre as décadas de 1960 e 1980. David nasceu em New Jersey e estudou história e literatura na Universidade de Columbia (NY) onde depois viria a lecionar jornalismo. Trabalhou para a NBC e se ofereceu para servir a força aérea americana durante a II Guerra Mundial, indo para a Inglaterra.Após a II Guerra, já em NY, David trabalhou para várias revistas como Vogue, GQ, Harper’s Bazaar, Esquire, Life, Sports Illustrated, Interview e os jornais New Yorke Times e Sunday Times. David se apaixonou pelo Brasil quando veio ao nosso país como membro da Buenos Aires-Rio Ocean Race, um evento ao qual ele também cobriu para a Sports Illustrated.Foi paixão a primeira vista. David se encantou com o Brasil e acabou se mudando para o país onde viveu por 40 anos, até a sua morte em 2000. Por aqui, David fotografou a construção de Brasília, a Bossa Nova e cobriu o Cinema Novo e o movimento underground de SP. Além disso, foi responsável por algumas famosas capas de discos nacionais. David trabalhou, também, como colunista para a Folha de São Paulo, sua coluna chamava-se “Tio Dave”.David Drew Zingg morreu em 28 de julho de 2000, em São Paulo , de falência múltipla dos órgãos, após complicações decorrentes de uma cirurgia de próstata no mês anterior.

Roger Fenton (Lancashire, 20 de março de 1819 – 8 de agosto de 1869), pioneiro fotógrafo britânico, um dos primeiros fotógrafos de guerra.Em 1855 Fenton deslocou-se às frentes da Guerra da Criméia por iniciativa do editor Thomas Agnew, para fotografar as tropas, com um ajudante de fotografia, Marcus Sparling, servente e um amplo equipamento. Esta expedição foi o seu maior êxito. Foi financiada pelo Estado em troca de não mostrar os horrores que são provocados pelos conflitos bélicos, assim conseguindo que os familiares dos soldados e os cidadãos em geral não desmoralizassem.Uma exposição de 312 fotos foi depois feita em Londres. As vendas não foram tão altas como esperava, possivelmente porque a guerra tinha acabado. Segundo Susan Sontag, na sua obra ‘Diante da dor dos outros’ (2003), Fenton foi enviado à Crimeia como o primeiro fotógrafo oficial de guerra por insistência do Príncipe Alberto. As poucas fotografias que fossem tiradas seriam utilizadas para motivar a aversão geral do povo britânico a uma guerra impopular e para compensar os relatos antibélicos do “The Times”. As fotografias converteram-se em pranchas xilográficas e publicaram-se no menos crítico “Illustrated London News” bem como em forma de livro e mostradas numa galeria. O resultado desta expedição foi uma visão muito suave da guerra, sem mortos, feridos nem mutilados. Mas, ao invés disto, foram mostrados os soldados do alto comando como grandes homens e os soldados rasos em descanso ou em entretenimentos.

Walker Evans (3 de novembro de 1903, Saint Louis, EUA – New Haven, EUA, 10 de abril de 1975) foi um fotógrafo americano.Walker Evans, que originalmente queria ser escritor descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 1920. Os seus primeiros trabalhos exibiam já a sua visão objetiva e extremamente atenta ao pormenor.Em 1935 entrou ao serviço da F.S.A. (Farm Security Administration), um organismo federal criado por Roosevelt para dar solução à crise agrícola dos Estados Unidos da América durante o período da Grande Depressão. Usando a fotografia como prova da miséria em que viviam os agricultores americanos, Evans registrava o cotidiano com precisão objetiva, dignificando, apesar de tudo, a pobreza em que estes agricultores viviam. Em 1938, depois de concluir o seu trabalho para a F.S.A..

Ernst Haas 1921-1986 Fotógrafo austríaco nascido em 1921, em Viena, na Áustria, e falecido em 1986, em Nova Iorque, nos EUA.Nos finais da década de 50 entrou para a agência Magnum pela mão de um outro fotógrafo, Robert Capa. As imagens deste fotógrafo austríaco eram essencialmente emocionais e intimistas e tinham como traço característico o uso da cor na reportagem fotográfica. A publicação da sua obra “Images of a Magic City”, (New York), pela revista Life tornou-o conhecido do grande público americano. Ernst Haas esmerou-se em provar que fotos tremidas, desfocadas, também, tem beleza e estética inusitada. Sua sensibilidade na captação do movimento aproximou a fotografia da pintura impressionista e, por vezes, da abstrata.

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