quinta-feira, 5 de setembro de 2013

·         Fotojornalismo – Embora os amadores também possam enveredar por esta área sem terem uma grande formação na mesma, digamos que esta está mais limitada aos profissionais. Uma razão pela qual geralmente fotojornalismo é praticada por profissionais é porque é importante que consigam assegurar que as suas fotografias mantêm a integridade da cena original. A um fotojornalista pede-se que seja capaz de fotografar apenas os factos, sem alteração da mesma. Estas fotografias são geralmente fotografias fortes que transportam o leitor para a própria história. Saber capturar a emoção original geralmente leva anos de prática e experiência.

·         Fotografia documental – A fotografia documental serve para contar histórias usando apenas imagens. A grande diferença relativamente a foto-jornalismo é que a fotografia documental serve como documento histórico de uma época política ou social, enquanto que o foto-jornalismo retrata uma cena particular e relativa aquele momento.

·         Fotografia de ação – Podem existir várias áreas específicas ou assuntos dentro desta especialidade, mas as fotografias a desporto são sem dúvida a grande fatia e a mais excitante dentro deste tipo de fotografia. Para se ser um bom fotógrafo dentro do desporto é necessário que também se seja uma pessoa conhecedora do mesmo para antecipar a altura certa para tirar a fotografia. A mesma coisa se aplica a fotógrafos que fotografem a natureza ou animais selvagens, sendo necessário apanhar os animais em ação e prever quando as coisas acontecem.

·         Macrofotografia - Macrofotografia descreve o campo da fotografia em que as fotos são tiradas de perto. Antes restrito a fotógrafos com equipamentos avançados e caros, a macrofotografia é agora mais fácil para amadores para praticar com câmeras digitais com configurações de macro. A macrofotografia pode incluir assuntos como insetos, flores, a textura de uma camisola de tecido ou qualquer objeto onde se fotografa perto na busca de detalhes interessantes.

·         Microfotografia – A microfotografia usa câmeras especializadas e microscópios para capturar imagens de algo extremamente pequeno. A maioria dos aplicativos de microfotografia é adequada para o mundo científico. Por exemplo, microfotografia é usado em disciplinas tão diversas como a astronomia, biologia e a medicina.

·         Fotografia Glamour – A fotografia glamour, às vezes é confundida com pornografia, por ser sexy e erótica, mas na verdade não tem qualquer ligação à pornografia. Em vez de se concentrar na nudez ou em poses lúgubres, a fotografia glamour busca capturar poses sugestivas, que enfatizam as curvas e sombras. Como o nome indica, o objetivo da fotografia glamour é o de descrever o modelo de uma forma fascinante.

·         Fotografia aérea - Um fotógrafo aéreo é especializado em tirar fotos do ar. As fotos podem ser utilizados para o levantamento ou construção, para capturar aves ou para fins militares. Os fotógrafos aéreos usam aviões, ultraleves, pára-quedas, balões e aviões de controle remoto para tirar fotos do ar.

·         Fotografia Subaquática - A fotografia subaquática é geralmente empregada por 
mergulhadores ou snorkel. No entanto, o custo de mergulho, juntamente com o equipamento de fotografia, muitas vezes saí caro e pesado debaixo d’água, tornando este um dos tipos menos comuns de fotografia. Da mesma forma, se um amador tem o equipamento de mergulho pode ser complicado tirar fotos debaixo de água, visto que os óculos de mergulho são ampliados e distorcem a visão do fotógrafo.

·         Fotografia de arte – A fotografia artística pode abraçar uma grande variedade de assuntos. Enquanto um fotógrafo da natureza pode usar a fotografia subaquática para criar um show de arte baseado na vida do mar, um fotógrafo de arte procura algo mais expressivo. Em todos os casos, as fotografias devem ter um valor estético para serem considerada arte.

·         Retrato – O retrato é um dos mais antigos tipos de fotografia. Se o assunto é sua família ou o seu animal de estimação, o objetivo do retrato é captar a personalidade do sujeito ou grupo de indivíduos na fotografia.

·         Fotografia publicitária - Porque a fotografia tem um papel vital em publicidade, muitos fotógrafos profissionais dedicam as suas carreiras à fotografia publicitária. A necessidade da criação de publicidade única e atraente significa que o fotógrafo tem de trabalhar com vários tipos de fotografia, incluindo macrofotografia e fotografia glamour.

·         Fotografia de viagens – A fotografia de viagem pode se estender por várias categorias da fotografia, incluindo publicidade, documentário, etc. Um fotógrafo de viagens pode capturar a sensação de um local com simples paisagens e retratos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

fotografia na era digital

A era digital da fotografia aportou ao processo fotográfico possibilidades imensas, democratizando-o. É, no entanto, comum estabelecer-se que com o início dessa era se deu a morte de uma outra designada analógica, como sinónimo de fotografia com filme e antónimo de digital. Não é verdade.
Em vários fóruns se discute o “analógico e o digital”: que diferenças, se um é melhor do que o outro, se um dá possibilidades que o outro não tem, etc., etc.Como escreve Erivam Morais de Oliveira, mestre em ciências da comunicação, em “Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital”: “Não se pode descartar o digital. Mas também não se pode simplesmente abandonar o analógico, sem qualquer preocupação com o passado, o presente e o futuro. Afinal, o que seria da memória dos séculos XIX e XX se não fossem as fotografias produzidas em negativos, que armazenam até hoje imagens importantes de nossa história?”.A fotografia atua, pois, como uma forma de capturar o tempo e dilatar a sensação do seu controlo, congelando o instante para a eternidade. A impressão das fotografias em papel constituía para todos nós um álbum de memórias. Com o advento do digital e da “fotografia pastilha elástica”, corremos o risco de nos tornarmos seres sem memória ou sem memórias, imagens que nos recordem o que fomos, como e com quem estivemos e aonde! As fotografias colocadas nas redes sociais são esquecidas e a segurança das que permanecem armazenadas em suportes digitais, correm o risco de desaparecer, se a não tivermos redobrados cuidados na sua conservação.

A chegada da fotografia no brasil

Um dos pioneiros da Fotografia no Brasil foi o pintor e naturalista francês radicado no BrasilAntoine Hercules Romuald Florence. Florence, que chegou ao Brasil em 1824, estabeleceu-se em Campinas, onde realizou uma série de invenções e experimentos. No ano de 1833 Florence fotografou através da câmera escura com uma chapa de vidro e usou papel sensibilizado para a impressão por contato. Ainda que totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus, Niépce e Daguerre, obteve o resultado fotográfico, que chamou pela primeira vez dePhotografie Pela descoberta de Florence, o Brasil é considerado um dos pioneiros na Fotografia.
O início da fotografia no Brasil não se pode esquecer do Imperador Dom Pedro II, que foi um fotógrafo apaixonado. O abade Louis Compte em 16 de janeiro de 1840 quando aportou no Rio de Janeiro fez uma demonstração à Dom Pedro II da daguerrotipia (fonte: Jornal do Comercio, de 17 de janeiro de 1840, Rio de Janeiro). D. Pedro II, possivelmente tenha se tornado o primeiro fotógrafo com menos de 15 anos do Brasil, quando no mesmo ano de 1840 adquiriu um daguerreótipo, em Paris.

Augustus Morand , fotógrafo norte-americano (1815-1862), fez as primeiras fotos da família imperial do Brasil, isso ainda em 1840.

Parte do Mario :D

Alécio de Andrade nasceu no Rio de Janeiro em 1938. Após se formar em Direito em 1961, passa a publicar poemas e se dedicar à fotografia. Sua primeira exposição individual, Intinerário da Infância, aconteceu em 1964 à convite do Ministério da Educação e Cultura, e foi apresentada no Brasil e Europa. Torna-se membro associado da agência Magnum entre 1970 e 1976. Em 1981 recebe o prêmio de excelência de fotografia pela edição alemã de Paris, ou la vocation de l’image (Paris, ou a vocação da imagem), ensaio de Julio Cotázar com imagens de sua autoria.Em 1992, recebe bolsa da fundação Crédit Lyonnais para a realização de um livro de fotografias sobre o Museu do Louvre. Foi colaborador regular de revistas na França, Itália, EUA e Brasil. Era amigo de personalidades como Bresson e Drummond, este último tendo até lhe dedicado um poema. Alécio morreu em Paris, no dia 06 de agosto de 2003.

José de Medeiros é um dos mais importantes fotógrafos brasileiros. É considerado por muitos como o pai do fotojornalismo nacional.Medeiros nasceu em Teresina e foi lá que começou a fotografar. Em 1939, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a colaborar com as revistas Tabu e Rio, sendo chamado, depois, pelo fotógrafo Jean Manzon para integrar a equipe de O Cruzeiro.Trabalhou durante 15 anos na revista que tinha grande destaque nacional o que significava status para os seus profissionais, a maioria estrangeiros.Em 1957, lançou o livro Candomblé, primeiro registro fotográfico da religião no Brasil. Em 1962 fundou, junto à Flávio Damm e Yedo Mendonça, a Agência Image. Medeiros também se envolveu com cinema, sendo diretor fotográfico de filmes importantes do cinema brasileiro como “Xica da Silva” e “Memórias do cárcere” .

Ademar Bezerra de Albuquerque (Fortaleza, 18 de julho de 1892 - Rio de Janeiro, 16 de julho de 1975) foi bancário, fotógrafo e artista. Fundou a ABAFILM em 1934, empresa fotográfica que registra desde sua fundação os principais eventos e manifestações da cultura e cotidiano do povo do Ceará e Nordeste.Já jovem tinha interesse pela arte da imagem e aos 18 anos já tinha o próprio laboratório fotográfico.Trabalhou por 40 anos no London Bank em Fortaleza.Ademar Bezerra de Albuquerque entrou para a história com o empréstimo e orientação do uso do material fotográfico para o secretário do Padre Cícero, “turco” (sírio/libanês) Benjamin Abrahão Botto. Este trabalho conjunto resultou no registro fotográfico e cinematográfico do cangaço, precisamente de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva) e seu bando.

Ademar Manarini (Campinas, 5 de abril de 1920 — São Paulo, 12 de abril de 1989) foi um empresário, orquidófilo e fotógrafo brasileiro.Fotógrafo autodidata premiado, Manarini foi também fundador de duas empresas que, em suas origens, estavam envolvidas com material para cultivo de orquídeas. A primeira, Equipesca, fundada em 1960, situada na cidade de Campinas, em São Paulo, continua suas atividades em 2009. A outra foi fundada em 1970, o laboratório Equilab, que não mais existe, foi pioneira no desenvolvimento de cultura de orquídeas por micro-propagação no Brasil.Em 1985, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo organizou uma retrospectiva sobre seu trabalho fotográfico: Manarini, 35 anos de fotografia.

Geraldo de Barros iniciou sua carreira dedicando-se à pintura de figura e paisagens, mas tornou-se conhecido ao estabelecer vínculos com a arte experimental. Foi um dos pioneiros da fotografia abstrata e do modernismo no Brasil, além de ser considerado um dos mais importantes artistas do movimento concretista brasileiro. As imagens de Geraldo de Barros se formam a partir da desconstrução, onde o efêmero, o fragmento, o tempo, o descontínuo, e a ação estão presentes. A partir da reordenação de elementos, o artista cria uma nova composição. Em seus trabalhos, estão sempre presentes as questões sociais e urbanas, além da inquietude diante da relação entre a arte e a sociedade.Foi fundador e membro de grandes e importantes movimentos e associações artísticas como o Grupo 151 , a Galeria Rex, o Grupo Ruptura, o grupo FormInform, a cooperativa de produção de móveis Unilabor, e a indústria de móveis Hobjeto.Coerente em sua trajetória, seus trabalhos estão conectados ao contexto histórico, político e artístico do período em que foram desenvolvidos. Foi da geometria à arte pop, voltando à geometria, mas sempre ligado ao desenho industrial e a fotografia. Ao entrar em contato com a fotografia se apaixona, seu olhar se aguça, passa a criar interferências, recriar a imagem. Sofrendo influências do movimento construtivista e da arte concreta, muda sua visão de representação da realidade e lhe aplica novas regras. Suas foto formas representam uma nova era no processo de fotografia no Brasil, dá a ela novas possibilidades, onde esta deixa o campo da mera representação e passa a ser considerada uma nova linguagem artística. Explora ao máximo todas as possibilidades de manipulação do negativo. A fotografia lhe permitia a possibilidade do erro, e para Geraldo era importante errar.Geraldo abandonou a fotografia por alguns anos e dedicou-se a outras artes e ao design. Em 1996, após ter sofrido diversas isquemias cerebrais e com suas funções motoras totalmente debilitadas, retoma seu processo fotográfico e com a ajuda de sua assistente, a fotógrafa Ana Moraes, realiza sua última produção: Sobras.

David Drew Zingg foi um fotógrafo americano bastante conhecido no cenário cultural brasileiro entre as décadas de 1960 e 1980. David nasceu em New Jersey e estudou história e literatura na Universidade de Columbia (NY) onde depois viria a lecionar jornalismo. Trabalhou para a NBC e se ofereceu para servir a força aérea americana durante a II Guerra Mundial, indo para a Inglaterra.Após a II Guerra, já em NY, David trabalhou para várias revistas como Vogue, GQ, Harper’s Bazaar, Esquire, Life, Sports Illustrated, Interview e os jornais New Yorke Times e Sunday Times. David se apaixonou pelo Brasil quando veio ao nosso país como membro da Buenos Aires-Rio Ocean Race, um evento ao qual ele também cobriu para a Sports Illustrated.Foi paixão a primeira vista. David se encantou com o Brasil e acabou se mudando para o país onde viveu por 40 anos, até a sua morte em 2000. Por aqui, David fotografou a construção de Brasília, a Bossa Nova e cobriu o Cinema Novo e o movimento underground de SP. Além disso, foi responsável por algumas famosas capas de discos nacionais. David trabalhou, também, como colunista para a Folha de São Paulo, sua coluna chamava-se “Tio Dave”.David Drew Zingg morreu em 28 de julho de 2000, em São Paulo , de falência múltipla dos órgãos, após complicações decorrentes de uma cirurgia de próstata no mês anterior.

Roger Fenton (Lancashire, 20 de março de 1819 – 8 de agosto de 1869), pioneiro fotógrafo britânico, um dos primeiros fotógrafos de guerra.Em 1855 Fenton deslocou-se às frentes da Guerra da Criméia por iniciativa do editor Thomas Agnew, para fotografar as tropas, com um ajudante de fotografia, Marcus Sparling, servente e um amplo equipamento. Esta expedição foi o seu maior êxito. Foi financiada pelo Estado em troca de não mostrar os horrores que são provocados pelos conflitos bélicos, assim conseguindo que os familiares dos soldados e os cidadãos em geral não desmoralizassem.Uma exposição de 312 fotos foi depois feita em Londres. As vendas não foram tão altas como esperava, possivelmente porque a guerra tinha acabado. Segundo Susan Sontag, na sua obra ‘Diante da dor dos outros’ (2003), Fenton foi enviado à Crimeia como o primeiro fotógrafo oficial de guerra por insistência do Príncipe Alberto. As poucas fotografias que fossem tiradas seriam utilizadas para motivar a aversão geral do povo britânico a uma guerra impopular e para compensar os relatos antibélicos do “The Times”. As fotografias converteram-se em pranchas xilográficas e publicaram-se no menos crítico “Illustrated London News” bem como em forma de livro e mostradas numa galeria. O resultado desta expedição foi uma visão muito suave da guerra, sem mortos, feridos nem mutilados. Mas, ao invés disto, foram mostrados os soldados do alto comando como grandes homens e os soldados rasos em descanso ou em entretenimentos.

Walker Evans (3 de novembro de 1903, Saint Louis, EUA – New Haven, EUA, 10 de abril de 1975) foi um fotógrafo americano.Walker Evans, que originalmente queria ser escritor descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 1920. Os seus primeiros trabalhos exibiam já a sua visão objetiva e extremamente atenta ao pormenor.Em 1935 entrou ao serviço da F.S.A. (Farm Security Administration), um organismo federal criado por Roosevelt para dar solução à crise agrícola dos Estados Unidos da América durante o período da Grande Depressão. Usando a fotografia como prova da miséria em que viviam os agricultores americanos, Evans registrava o cotidiano com precisão objetiva, dignificando, apesar de tudo, a pobreza em que estes agricultores viviam. Em 1938, depois de concluir o seu trabalho para a F.S.A..

Ernst Haas 1921-1986 Fotógrafo austríaco nascido em 1921, em Viena, na Áustria, e falecido em 1986, em Nova Iorque, nos EUA.Nos finais da década de 50 entrou para a agência Magnum pela mão de um outro fotógrafo, Robert Capa. As imagens deste fotógrafo austríaco eram essencialmente emocionais e intimistas e tinham como traço característico o uso da cor na reportagem fotográfica. A publicação da sua obra “Images of a Magic City”, (New York), pela revista Life tornou-o conhecido do grande público americano. Ernst Haas esmerou-se em provar que fotos tremidas, desfocadas, também, tem beleza e estética inusitada. Sua sensibilidade na captação do movimento aproximou a fotografia da pintura impressionista e, por vezes, da abstrata.

INVENÇÃO DA MÁQUINA FOTOGRÁFICA


Atualmente, com as câmeras digitais, a fotografia se tornou hábito para muitas pessoas. É sempre bom guardar lembranças de amigos, família, viagens e outros momentos.
   A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo. A imagem foi produzida com uma câmara, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. A fotografia popularizou-se como produto de consumo a partir de 1888 com a introdução da câmera pelo filme em rolos substituíveis criados por George Eastman. 

   Os Avanços tecnológicos, produzida a partir do final do século XX, foi a digitalização dos sistemas fotográficos. A fotografia digital mudou o mundo da fotografia, minimizando custos, acelerando processos, facilitando a produção e o armazenamento e transmissão de imagens pelo mundo.
Com a modernização das câmeras fotográficas, hoje em dia todo mundo tem uma em casa, mas algumas pessoas nem sabem direito utilizar a sua câmera ou não sabem a diferença entre umas e outras.
Antigamente, as câmeras não eram digitais e sim analógicas, neste tipo de câmera a luz que é capturada no momento da foto incidia sobre um filme fotográfico, para posteriormente ser revelada em um estúdio fotográfico.
Nas câmeras digitais não se usa mais o filme, o que temos é um sensor que capta a luz e a interpreta, transformando-a em uma imagem digital bem próxima do real. O sensor pode ser de tamanhos diferentes, o que irá influenciar na sua capacidade de captar mais ou menos luz e também no resultado final, ou seja, na qualidade da imagem.
Além do tamanho do sensor, para definirmos os tipos de câmeras digitais que temos, há outras característicasimportantes como a capacidade de trocar lentes, os formatos dos arquivos que a câmera armazena, a velocidade da gravação destes arquivos, o zoom, os modos de disparo disponíveis, etc.


Ultracompacta

Estas câmeras são muito populares. São leves e finas, seu custo é bem acessível e sua lente é interna, varia entre 8 e 12 megapixels. A maioria não possui zoom optico, apenas digital. São câmeras de bolso que possuem recursos automáticos, ou seja, a câmera faz todo o ajuste medindo a luz que incide na imagem, é só clicar. Possuem também recursos manuais como o ISO, o zoom, o flash, além de alguns modos de disparo pré-ajustados.
Exemplos:
  • Canon PowerShot SD950
  • Sony Cyber-shot DSC-T300

Compacta

Tem corpo semelhante da ultracompacta, exceto pelo fato de possuir lente externa. Possuem também zoom óptico e algumas até chegam a possuir o modo Manual. A quantidade de megapixels destas câmeras é muito variável.
São leves e pequenas, fáceis de transportar, e seu preço também não é tão alto. O sensor ainda é pequeno, embora seja maior do que o das câmeras de celular. Assim como as ultracompactas, elas não possuem visor ocular.
Para os fotógrafos iniciantes é uma boa escolha, pois também possui o modo automático.
Exemplo:
  • Sony Cyber-Shot DSC-W370
  • Canon PowerShot A550

Compacta Avançada/ Intermediária / Bridge

Canon Powershot G9
Canon Powershot G9
Estas câmeras também são conhecidas como Super Zoom ou Ultra Zoom, exatamente por possuírem um zoom de alcance bem maior do que o das câmeras compactas. O corpo já é um pouco mais robusto, lembrando o porte das DSLR, mas os recursos e o tamanho do sensor são muito semelhantes aos das câmeras compactas. Não são câmeras semiprofissionais, embora sejam chamadas assim por algumas pessoas, pois não dão ao fotógrafo o controle total dos ajustes (modo manual) e também possuem um sensor inferior.
Também é chamada de Bridge, palavra em inglês que significa ponte, e tem como vantagem o zoom óptico, que pode ir de 20x a 36x, alcançando distâncias muito grandes. É interessante para fazer fotografia da natureza, do céu, ou de outras cenas que não permitem muito a aproximação do fotógrafo.
Algumas possuem também controle manual total, permitindo ao fotógrafo fazer todos os ajustes existentes em uma câmera mais avançada, e até o uso de flash externo. Contudo, a maioria ainda não permite a troca de lentes.
Exemplo:
  • Nikon Coolpix P500
  • Nikon P90
  • Nikon P100
  • Canon G9

DSLR de Entrada

Nikon D3100Câmeras de corpo bem mais robusto, visor ocular e LCD, lentes intercambiáveis, controle manual, opção de uso do flash externo e sensores relativamente grandes. Dá ao fotógrafo muito mais autonomia e opções, além de permitir uma foto com muito maior qualidade na resolução. Requerem algum conhecimento técnico para o uso e seu preço é bem mais alto do que as anteriores, embora muito menor do que o das câmeras profissionais.
Pode ser também chamada de DSLR, SLR Digital ou Reflex Digital. Esta sigla bem do inglês e significa “Digital Single Lens Reflex”, devido a sua característica principal: reflexo do que a lente capta, visto através do visor.
Geralmente vem com uma lente que permite fotos variadas, mas como já disse, é possível comprar outras lentes trocar segundo a necessidade. Para saber que lente comprar, é necessário um pouco de experiência do fotógrafo e o conhecimento dos diversos tipos de lentes existentes no mercado.
Seu sensor possui tamanho 13x maior do que o das compactas, produzindo fotos com pixels maiores, mais cores e menos ruído. Permite controlar exposição, iso, velocidade, zoom, abertura, flash, foco, etc, além de oferecer recursos interessantes para diversificar a foto.
São bem mais rápidas que as anteriores, dão a possibilidade de fotografar no formato RAW, permitem o uso de flash externo. Dentre os tipos de DSLR, as de entrada são as que possuem os preços mais acessíveis, sendo ideais para quem deseja se aprofundar no mundo da fotografia.
Exemplo: Nikon D3100

DSLR Semiprofissional

Nikon D7000
Nikon D7000
Como o próprio nome já diz, são quase profissionais, mas ainda inferiores. Tem todos os recursos e características das câmeras de entrada, porém diferem no tamanho do sensor, que é algo muito importante, já que por ser maior irá interferir diretamente na qualidade da foto, além de trazerem alguns recursos a mais.
Permitem vários pontos de foco, valores de ISO bem maiores, um controle bem mais fácil da velocidade e da abertura, além de modos de disparo diferenciados. O material com o qual é feita é altamente resistente e são bem mais caras do que as DSLR de entrada.
Podem ser usadas para cobertura de eventos, casamentos, festas, shows, etc, permitindo um resultado muito bom. Produzem fotos com muito menos ruído.
A visualização da foto no visor também é melhorada devido à tela LCD e ao sistema de reflexo com prismas ser mais sofisticado do que os espelhos utilizados nas câmeras de entrada.
Possui também uma bateria mais duradoura, o recurso de disparos contínuos e o uso de acessórios externos como microfones, dispardores remotos, GPS, etc. Podem ser usadas também para filmagem, produzindo ótimas imagens.
O seu preço é bem maior do que o das câmeras de entrada, e é indicada para quem quer avançar um pouco e trabalhar com fotografia, precisando, por isso, de uma câmera com maiores recursos.
Exemplo: Nikon D7000